Riscando o Mapa

Viajando com a Babi até o Fin Del Mundo

Sempre sonhamos em viajar com a Babi para fora do país, e após muito planejar realizamos o sonho, emitimos o passaporte e partimos para a Expedição Fin del Mundo.


Percorremos 12.800km de carro, cruzando a Argentina e o Chile e foi uma experiência incrível.



Documentação: Mesmo não sendo obrigatório optamos em fazer o passaporte, que é um documento oficial emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, utilizado para o trânsito nacional e internacional de cães e gatos.

O passaporte pode ser obtido nas Unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), localizadas em portos, aeroportos, postos de fronteira e aduanas especiais ou nas Superintendências Federais de Agricultura nos Estados.

É fornecido gratuitamente e tem validade durante toda a vida do animal. É obrigatório ter microchip.

O medico veterinário particular será o responsável pelo registro no passaporte de dados do exame clínico, tratamentos, vacinações, análises laboratoriais e demais procedimentos realizados no animal para o atendimento das exigências do país de destino.

Se optar em não fazer o passaporte, tem que levar o Certificado Veterinário Internacional (CVI), o qual também será exigido em países que náo aceitam o passaporte, como o Chile por exemplo.

Então para ingressar na Argentina usamos o passaporte e antes de cruzar para o Chile procuramos um veterinário na Argentina que emitiu um certificado do estado de saúde da Babi e custou ARS200.

Depois fomos na SENASA para emissão do CVI, que tem validade de 30 (trinta) dias.

Pagamos ARS360 para emissão do certificado e demorou umas 2 horas.

Com o certificado em mãos tiramos diversas cópias, pois em cada fronteira chilena era preciso apresentar três cópias, sendo que uma via eles carimbavam e ficavam com duas.

Para ingresso na Argentina e no Chile é preciso o comprovante de vacinação anti-rábica, emitidos pela autoridade oficial do país de procedência. A vacinação deve ser realizada pelo menos 30 dias antes da data de ingresso do animal e com vigência não maior a um ano.

Em geral foi bem tranquilo, em todas as fronteiras os funcionários foram bastante educados e solicítos.

A Babi que não fez novas amizades…kkk



Modo de transporte: compramos uma toca de tecido e colocamos no banco traseiro, este modelo permite usar como cama e como toca, o que usamos nos dias mais frios, quando a Babi dormia na caçamba da camionete.

A Babi viajava na caminha de tecido, com uma camiseta e seu cinto de segurança, o que evitava os pelos pelo carro e proporcionava conforto e segurança à ela.

Estadia: ainda não está muito difundida a cultura petfriendily na Patagônia, não são muitos os hotéis que permitem, então nos que permitiam a Babi dormia na sua caminha de tecido numa boa e quando era proibido ela dormia na caçamba da camionete na sua toca e nos lugares muito frios dormiu dentro da camionete, com os vidros semi abertos, sempre optamos por hotéis com estacionamento.

Desde pequena sempre viajamos com a Babi pelo Brasil e ela está super acostumada com horas dentro do carro e de dormir na caçamba da camionete. 

Passeios: infelizmente é proibida a entrada nos Parques Nacionais.

Sempre passeavamos com a Babi em outros locais, aonde ela corria, brincava, com certeza se divertiu muito.



A neve foi outra atração que nos deixou bastante surpresos, pois quando ela se aproximou do Glacial Martinal em Ushuaia, ficou enlouquecida, correndo sem parar, derrapando para todos os lados sobre a neve…



Os guanacos foram a grande distração da Babi durante a viagem, como tem muitos na Ruta 3 e na Ruta 40 ela ficava o tempo todo procurando, ela curtiu demais…



Alimentação: Ao cruzar as fronteiras era necessário descartar toda a alimentação da Babi, já que é proibido ingressar com ração de outro país. Nem pensar em burlar a legislação, pois tem multa e em muitas fronteiras cachorros fazem a fiscalização. Então a primeira coisa que fazíamos ao chegar era procurar um supermercado para comprar a ração. O lugar mais difícil foi em El Chaltén que não vende ração em supermercado, apenas na veterinária e o proprietário estava de férias, sendo que só estava abrindo em horários específicos, foi o lugar que deu mais trabalho. Em Chile Chico, quando chegamos o supermercado estava quase fechando e perguntamos ao atendente qual era a ração mais vendida e compramos, quando chegamos no hotel percebemos que era macarrão e precisava cozinhar, deu o maior trabalho, mas ela adorou…kkk

Higiene pessoal: Todos os dias escovávamos a Babi com seu shampoo a seco que realmente faz toda a diferença durante a viagem, pois impede que o animalzinho fique com aquele cheiro…Uma vez por semana ela tomava banho completo e todos os dias pela manhã ganhava ossinhos para higiene bucal, então nada de bafo…kkk

E a dica é levar o maior número de roupas para o cachorro e se possível impermeável, já que o tempo é muito instável e o frio intenso na Patagônia.



Conclusão: Acreditamos que a Babi adorou a viagem, acho que o fato de estar com a gente foi ótimo para ela que é muito apegada e sempre sofre muito quando viajamos sem ela.




Compartilhar